Hello world!

Março 10, 2008 por natanaelgarcia2

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!

Novatas da Ginástica brigam para ir a Pequim

Março 9, 2008 por natanaelgarcia2

Ethiene Franco, Milena Miranda, Juliana Santos são três das nove candidatas que sonham em integrar a equipe brasileira de ginástica que levará seis atletas as olimpíadas em agosto. Nem mesmo estrelas como Jade Barbosa e Daiane dos Santos estão garantidas no time. “Na seleção não tem titulares, todas tem chance de fazer parte da equipe que vai a China”, garante Eliane Supervisora da confederação brasileira de ginástica.

A lista oficial só sai na véspera da abertura dos jogos até lá as nove serão testadas. Das cinco etapas de copa do mundo que serão realizadas neste semestre, o Brasil competira em pelo menos duas, Cottbus, na Alemanha e em abril e em Moscou em maio. Ainda haverá o campeonato Brasileiro em Manaus, de 13 a 15 de junho, e um torneio na Itália.Depois a equipe vai ao Japão para adaptação de fuso horário até os jogos de Pequim.

Para a aclimatação no Japão Eliane quer levar uma sétima ginasta. Não descarta levar mais duas extras. “ A equipe só vai ser definida 24 horas horas antes da entrada na vila Olímpica” afirma a dirigente.No mundial de Stuttgart, no ano passado, por exemplo o Brasil tinha o direito de levar uma reserva. A gaúcha Juliana embarcou com a equipe, mas sofreu uma lesão na panturrilha durante um torneio na Grã-Bretanha, dias antes da estréia na Alemanha, e voltou ao Brasil.Ethiene Franco foi a substituta.

As novatas Ethiene, Milena, Juliana não disputaram os jogos Pan-Americanos do Rio no ano passado, no qual as ginastas conquistaram a prata por equipes. Mas todas estavam lá, prontas para entrar na equipe se precisasse. Das três a Paulista de olinhos puxados Milena, de 16 anos é a atleta com menos competições no currículo “Ela esta com uma lesão no joelho”, afirma Eliane.A mais completa – A paranaense Ethiene de 15 anos, é campeã brasileira juvenil no individual geral – comepte nos quatro aparelhos. Das novatas é a mais completa. “Se precisar substituir alguma atleta em qualquer aparelho, ela está pronta”, afirma Eliane.Além de boa técnica, outra característica chama atenção da dirigente. “Ela compete bem, porque é segura, equilibrada. Não se abala”.Embora não seja considerada um talento nato para modalidade, Ethiene é esforçada, “Ela não é talentosa quanto a Jade. Mas é muito regular”

As duas juntam a Khiuane Dias e Ana Claudia Silva como mais jovens da equipe permanente. A mais velha é Daiane dos Santos com 25 anos. Juliana é a mais experiente entre as novatas. Tem 17 anos e boa bagagem internacional – competiu no mundial de Aarhus, na Dinamarca em 2006, além de etapas de copa do mundo. Suas provas principais são trave e paralelas. “ As competições internacionais me deram mais segurança” diz Juliana, que só pensa na Olimpíada. “estou treinando para isso”, completa.

Enquanto o mistério não acaba, as nove ginastas treinam juntas em Curitiba. E correm atrás de melhores condições técnicas, físicas e psicológicas. Neste esporte de alto impacto nenhuma atleta esta livre de lesões. Juliana, por exemplo caiu das paralelas e abriu o super cílio direito: “Tomei cinco pontos” conta.Com dores de cabeça, ela ainda não conseguiu voltar aos treinos.Situações como esta podem atrapalhar as garotas na preparação para Pequim. “ Muita coisa pode acontecer até lá”, alerta Eliane.

Fonte: Folha de Londrina publicado dia 9/3/2008

Marian Dragulescu pode não participar das Olimpíadas ou até mesmo encerrar carreira

Março 3, 2008 por natanaelgarcia2


O ginasta romeno Marian Dragulescu foi vetado pelos médicos de treinar por causa de uma lesão nas costas e pôs em dúvida a participação nos Jogos Olímpicos de Pequim e a própria continuidade da carreira.

Dragulescu já foi três vezes campeão mundial do solo, especialidade de Diego Hypólito, e tem a medalha de prata das Olimpíadas de Atenas no exercício.

“Eu tenho um problema nas costas novamente e os médicos pediram para eu ir aos Estados Unidos para exames mais detalhados, que não podem ser feitos na Romênia. Eu vou saber se minha carreira está prejudicada após estes exames”, disse o romeno.

Ano passado, Dragulescu já havia sido vetado para a disputa do Mundial de Stuttgart, onde viu o brasileiro ficar com o ouro. Em 2006, o romeno tinha tirado o primeiro lugar de Hypólito na competição.

“Fiquei assustado quando os médicos pediram para eu parar e analisar melhor se há um perigo para a minha carreira”, completou o ginasta neste domingo.

UOL Esporte entrevista Daiane dos Santos

Março 3, 2008 por natanaelgarcia2

UOL Esporte: Como está sua preparação para os Jogos Olímpicos?Daiane dos Santos: Estou treinando a mil! Meu foco está, desde o ano passado, todo voltado para Pequim. Estou recuperada da lesão, treinando normalmente. Não senti mais dores, e espero que consiga melhorar neste ano.

UOL Esporte: Como você reagiu às várias lesões que teve no ano passado? DS: Na verdade, não foram vários problemas, foi um só no pé, uma lesão grave, séria. Fiquei quatro meses parada para recuperar. Tive um problema na cartilagem, que é algo difícil de recuperar, tinha até um pedacinho de osso solto. Eu já estava machucada antes do Pan, tinha uma infecção no pé, mas ela se agravou e virou uma lesão. Não acho que tenha sido um ano ruim. Acho que lesão acontece no esporte, nos horários mais impróprios.

UOL Esporte: E já sabe como será sua coreografia nas Olimpíadas? Você vai mesmo mudar a música? DS: Estamos vendo isso ainda. Ainda não sei se vamos trocar a música ou mexer na coreografia. Estamos treinando há dois meses. Já voltei a fazer a parte acrobática, os movimentos estão saindo direitinho, e estamos limpando os elementos. Antes de Pequim, ainda temos etapas de Copa do Mundo. Depois definiremos a série

UOL Esporte: Você acha que esse é o grupo mais forte que o Brasil já teve para uma olimpíada? DS: Não sei se é o mais forte, mas temos muitas chances. Eu tenho chance no solo, sou a primeira do ranking. Tem a chance da Jade, do Diego, até da Laís se estiver bem no salto, sem contar a equipe. Acho que nossa equipe tem chance de brigar pelo terceiro ou quarto lugar, mas isso não é uma promessa.

UOL Esporte: Essa vai ser a competição mais importante da sua carreira? DS: Eu acho que toda competição é importante. Essa agora é a mais importante porque meu foco está todo nela. Até tranquei a faculdade neste ano, para poder me dedicar só a isso. [Daiane cursa o sétimo semestre de Educação Física na Faculdade Dom Bosco]

UOL Esporte: Você já definiu se vai se aposentar após Pequim? DS: Logo após Pequim não, porque eu ainda quero disputar a grande final da Copa do Mundo no fim do ano. Depois, eu não sei. Procuro sempre pensar em um ano de cada vez.UOL Esporte: Como você acha que será esse momento de encerrar a carreira?DS: Vou estar preparada. Todo atleta tem o seu limite, mas ele não precisa estar sem condição nenhuma de competir para se aposentar. Às vezes a gente tem aquela sensação de dever cumprido. Será uma decisão minha. Vou passar a ver a ginástica por outro lado, mas sempre estarei envolvida com ela.

UOL Esporte: A seleção permanente em Curitiba terá fim após as Olimpíadas. O que você pensa disso? DS: Agora não tem como achar nada, porque ainda não sabemos como tudo vai ficar. Só sei que vou treinar em São Paulo [no Pinheiros] como aqui, mas nada vai mudar em termos de treino. Cada atleta vai continuar seu ritmo. Espero que não comprometa nossos resultados. A gente já aprendeu muito, agora é só manter.

UOL Esporte: E a mudança para São Paulo, será tranqüila? DS: Ah, eu estou acostumada com cidade grande. Gosto muito de São Paulo, tenho parentes lá. Acho que não vou estranhar muito, porque gosto do agito e isso é o que mais tem em São Paulo. Vou estranhar o trânsito, mas já falei para os meus amigos que vou comprar uma bicicleta (risos).

Brasil está classificado nos Saltos Ornamentais

Fevereiro 29, 2008 por natanaelgarcia2


Hugo Parisi, Cassius Duran e Juliana Veloso conquistaram suas vagas nos Jogos de Pequim. A disputa foi no dia 25 de Fevereiro, após a Copa do Mundo dos Saltos Ornamentais no Parque Aquático Nacional da China.

Os três classificados, prometem muito! Estava pensando que esta modalidade não tinha promessas para o nosso país, não é verdade? Estava enganado, e eu também, que mal conhecia este esporte tão incrível.

Hugo Parisi, se classificou em primeiro lugar na prova de plataforma, com 451,10\ pontos, seguido pelo companheiro de equipe, Cassius que pontuou 428,25. Juliana não teve o mesmo brilho, se classificando em quinto lugar com 309,

Não é só na plataforma que o Brasil está classificado não, César Castro disputará a prova de trampolim de 3m.

A próxima competição dos saltadores classificados, será o Campeonato Sul-Americano no Esporte Clube Pinheiros de 12 a 15 de Março em São Paulo.

Hugo Parisi a um passo de Pequim

Fevereiro 24, 2008 por natanaelgarcia2

Os brasileiros saltam na próxima segunda-feira, 25/02, nas provas que acontecerão após a Copa do Mundo de Saltos Ornamentais, que termina neste domingo (24/02), no Parque Aquático Nacional da China, em busca de vagas para os Jogos Olímpicos de Pequim.

Na madrugada deste sábado, 23/02, Hugo Parisi ficou a um passo da classificação. Ele terminou a plataforma da Copa em 19º lugar, com 421.60, menos de um ponto do 18º lugar (422.50) que lhe garantiria ingresso nas Olimpíadas nesta primeira prova.

Hugo e Cassius Duran, 30º também na plataforma, se juntarão à Juliana Veloso (trampolim e plataforma) e Ubirajara Barbosa (trampolim) na repescagem de segunda-feira.

Esta “seletiva após da seletiva” acontecerá porque segundo os critérios da Federação Internacional de Natação – FINA, os atletas teriam duas oportunidades para conseguir lugar nos Jogos: o Mundial de Melbourne, onde os 12 primeiros conseguiram lugar para o país, e a Copa do Mundo, onde os 18 semifinalistas conseguem vaga.

No entanto, entre os 18 finalistas da Copa estão muitos que já conseguiram lugar no Mundial da Austrália. São estas vagas que estarão em jogo na segunda-feira. O brasileiro César Castro, finalista em Melbourne, já está definido na seleção brasileira para as Olimpíadas de Pequim e não saltará na repescagem.

A participação na Copa do Mundo de Saltos Ornamentais faz parte do programa de preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim, coordenado e custeado pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, com recursos dos Correios e da Lei Agnelo / Piva.

COPA DO MUNDO DE SALTOS ORNAMENTAIS – PROGRAMA
Hora Local (fuso horário para o Brasil de mais 10 horas)

25/02 – SEGUNDA-FEIRA

10H00 – PLATAFORMA FEMININA – Juliana Veloso
13H00- TRAMPOLIM DE 3M MASCULINO – Ubirajara Barbosa
16H00- TRAMPOLIM DE 3 M FEMININO – Juliana Veloso
18H00- PLATAFORMA MASCULINA – Hugo Parisi e Cassius Duran

Daniele e Laís não prevêem dificuldades de adaptação após fim da seleção

Fevereiro 22, 2008 por natanaelgarcia2

Se os clubes já estão empolgados com a desintegração da seleção permanente de ginástica artística após os Jogos de Pequim, as atletas da equipe não querem pensar em outra coisa agora que não sejam as Olimpíadas. Entrevistadas pelo UOL Esporte, Daniele Hypólito e Laís Souza admitem que seu foco é outro neste início de ano.

“Pra falar a verdade, nem tenho pensado muito nisso, porque o nosso foco agora é a olimpíada. Sempre tive o Flamengo como clube, acho que não terei problema de adaptação, mas realmente não sei o que vai acontecer”, afirma Daniele, que, mesmo natural de Santo André, viveu grande parte de sua infância no Rio de Janeiro e, há anos, é atleta do clube da Gávea. “A presidência da CBG [Confederação Brasileira de Ginástica] vai mudar, os projetos vão mudar, e toda mudança leva um tempo”.

Estudante de Educação Física da Faculdade Dom Bosco, a veterana atleta admite que sua única dificuldade ao sair de Curitiba será transferir-se para outra escola no retorno ao Rio. “Pra mim, o mais difícil vai ser mudar de faculdade, porque cada uma tem sua linha de ensino”, explica Daniele. “Mas agora minha matrícula está trancada, porque esse ano é muito importante para nós atletas. Ficaria difícil conciliar o ritmo forte dos treinamentos com os estudos”.

Sobre o resultado das atletas em competições internacionais, a ginasta não acredita que a dissolução da seleção permanente possa ser negativa. “Nós, atletas, vamos continuar treinando da mesma maneira. Não é porque a gente vai pro clube que deixaremos de pertencer à seleção. A diferença é que, agora, as seletivas para integrar a seleção vão voltar a acontecer”, comenta. “Com certeza, os clubes vão ter que readaptar suas estruturas, porque já faz quase seis anos que treinamos com a seleção em Curitiba”.

Recomeço para Laís

Enquanto Daniele Hypólito permanece no Flamengo, Laís Souza tem outro desafio pela frente. Depois de anos defendendo clubes paranaenses, a ginasta de Ribeirão Preto já definiu seu retorno a São Paulo, agora para a capital do estado, onde treinará no Pinheiros. O acerto com o clube já está apalavrado, faltando apenas a assinatura no contrato.

“Tenho que ir pra São Paulo para resolver, mas só falta fechar”, confirma Laís, que ainda não consegue imaginar as conseqüências de sua mudança. “Ainda não deu tempo de parar pra pensar sobre isso. É uma nova experiência. Vou experimentar, mas acho que tem tudo para dar certo”.

Para a atleta de 19 anos, cada uma das ginastas que deixam a seleção permanente poderá seguir um caminho de sucesso, desde que se dedique com a mesma intensidade apresentada em Curitiba. “Acho que o sucesso em outras competições daqui pra frente vai depender de cada uma. Quem quiser continuar treinando forte, vai ter resultado”.

Clubes ‘comemoram’ dissolução da seleção permanente de ginástica

Fevereiro 22, 2008 por natanaelgarcia2


Repleto de expectativas para os Jogos de Pequim, o universo brasileiro da ginástica artística já está se preparando para um novo cenário pós-olimpíada. Logo após a competição, a seleção permanente será desintegrada, uma vez que a atual diretoria da Confederação Brasileira de Ginástica, presidida por Vicélia, será substituída em eleição no início de 2009. Cada uma das nove atletas que hoje compõem o grupo migrará para um novo clube, e as agremiações vêem aspectos bastante positivos na novidade.

A proximidade do fim do grupo permanente promoveu uma verdadeira corrida entre os clubes em busca de contratações e renovações. O Pinheiros, que contava com Adan Santos e Luiz Augusto dos Anjos da seleção masculina, investiu pesado e trouxe para o seu elenco ninguém menos do que Daiane dos Santos e Laís Souza (que ainda não assinou, mas já está apalavrada com o time). O Flamengo, de Daniele Hypólito, Diego Hypólito e Victor Rosa, teve muito trabalho, mas conseguiu segurar Jade Barbosa. O Grêmio Náutico União, de Mosiah Rodrigues, terá de volta Juliana Santos.

Os clubes são unânimes em dizer que sua visibilidade será maior a partir de setembro. Para aqueles que já cediam suas atletas à seleção, será uma maneira de, efetivamente, lucrar com elas, já que os salários sempre foram pagos mesmo com as meninas em Curitiba.

“O clube forma e, quando elas estão prontas, a seleção leva. A gente acaba tendo pouco retorno”, explica Patrícia Amorim, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo. “Além disso, fica um legado para o clube e para o esporte. Com elas lá em Curitiba, os treinadores dos clubes acabam não aprendendo nada. Seria interessante trabalhar em parceria, havendo um intercâmbio com a CBG. Assim, nós estaríamos habilitados para descobrir novos talentos. Do jeito que está, fica caro para o clube”.

Adriana Alves, técnica do Grêmio Náutico e membro do comitê técnico de ginástica artística da CBG, atenta para outro fator. “Os atletas em casa, nos clubes, servem como espelhos para os grupos em formação. A presença deles aumenta o número de alunos e a condição técnica do clube”, diz a treinadora. “O Pinheiros está buscando uma visibilidade maior, por isso está contratando atletas renomados”, informa a assessoria de imprensa do clube paulista.

Apesar da empolgação, as agremiações sabem que terão de sofrer uma readaptação para receber atletas de alto nível. “A seleção tem um estrutura de primeiro mundo. Nos clubes nós não temos essas condições”, admite Adriana Alves, que também prevê dificuldades iniciais para as atletas. “Hoje nós temos uma seleção com os melhores equipamentos, um espaço grande para treinamento, escola para as meninas, assistência médica. Retornando aos clubes, elas vão ver que cada um tem suas peculiaridades. Elas vão ter que dividir o espaço com as escolinhas e os grupos em formação. Isso vai dificultar pra elas, que estão acostumadas com mordomias lá em Curitiba”.

Para bancar as novas despesas, que incluem alto investimento em infra-estrutura e pagamento de salário, os clubes já pensam em como angariar uma renda extra. É o caso do Flamengo. “O clube tem o patrocínio geral da Petrobras e da Nike. Queremos aliar outras receitas buscando novos recursos. O departamento de esportes olímpicos tem um orçamento anual. Agora, as prioridades são a ginástica e o basquete. Então, vamos rearranjar as finanças, e as outras modalidades vão receber menos. É uma disposição orçamentária. O ideal seria que houvesse um patrocínio individual para cada modalidade”.

Não subestimem as meninas da Ginástica Brasileira

Fevereiro 19, 2008 por natanaelgarcia2

A cada ano, a Ginástica brasileira vem se destacando mais. Em meados de 1990, Luísa Parente mostrou o que sabia fazer de melhor e conquistou medalhas de ouro nas barras assimétricas e salto sobre o cavalo no Pan de Havana.

Muitooo tempo depois, em 2001, saímos do reconhecimento continental, para o mundial com Daniele Hypólito, vice-campeã do solo.

Em 2003, Daiane foi a primeira brasileira a ser campeã de alguma categoria da Ginástica e, apesar de suas más fases nestes últimos anos, ainda lidera o ranking do solo. Uma negra de muita determinação e talento, que com muita certeza, batalhará ao máximo para brilhar em Pequim.

Apesar destas duas medalhas em Mundiais, foram precisos 16 anos, para voltarmos a sentir o gostinho de ganhar a medalha dourada em Pan-Americanos e a estrela da vez, Jade Barbosa, no salto sobre o cavalo! Esta ginasta, conquistou o terceiro lugar no Individual Geral, que por muito pouco, seria a campeã da categoria, poderia lever outra medalha, mas foi inédito para o nosso país. E em uma competição nacional, assustou aos chineses, com o salto Cheng, mesmo não sendo executado com perfeição, foi espantosamente elogiada por todos.

Falando em equipe, em 2006 estávamos em sétimo lugar, e no ano passado, na quinta colocação. Podemos pensar que, devido a russa que tirou nota mínima em seu salto, tenha nos ajudado, talvez um pouco, mas esta posição é principalmente, mérito das ginastas brasucas, sendo que muitas delas, estavam contundidas. Daiane dos Santos, Laís Souza e Ana Cláudia Silva competiram com muitas limitações e foram submetidas a cirurgia. Juliana Santos ficou em casa, também machucada e Milena Megumi, apesar de sem lesões, infelizmente não teve oportunidade de nos mostrar todo seu potencial.

Na pontuação, ficamos apenas 0, 325 pontos atrás das italianas e se Deus quiser, as garotas estarão bem, treinar elas treinam, talento elas tem! Esperaremos com bastante esperança e ansiedade para ver essas meninas brilharem!



Daiane pensa em estender sua carreira

Fevereiro 18, 2008 por natanaelgarcia2

Ginasta, que anunciara adeus para dezembro e sofre com lesões, crê que 2008 pode ser ano mais tranqüilo desde 2003

Atleta fecha contrato com o Pinheiros e quer aproveitar primeira passagem pela cidade para finalizar estudo e investir em seu instituto

A assinatura de contrato com o Pinheiros representará uma extensão na carreira da ginasta Daiane dos Santos.

A atleta gaúcha, 25, que chegou a anunciar sua despedida dos tablados para Pequim, em agosto, e, depois, para a finalíssima da Copa do Mundo, em dezembro, agora quer ir além.
“Tenho acordo com o Pinheiros até o final do ano. Gostei muito da estrutura e do tratamento dado à ginástica. Por isso, toparia continuar em 2009, há até essa possibilidade no contrato”, afirma a atleta.

O desejo de prolongar a carreira casa com outro projeto de Daiane, o de se finalizar a faculdade de educação física. Devido às idas e vindas de campeonatos e concentrações, ela tem assistido ao curso, segundo seu estafe, desde 2002.
“Tenho um projeto [o de lançar o Instituto Daiane dos Santos]. E, se tudo correr bem, será excelente, pois poderei competir, estudar e, ao mesmo, adquirir know-how para tirar o instituto do papel”, afirma.

Após dois anos sem clube, Daiane diz ter ficado impressionada com o Pinheiros, que possui 40 ginastas (18 homens e 22 mulheres) e sete técnicos.
Mas, além dos projetos, principalmente, a campeã mundial em 2003 e atual líder do ranking mundial de solo afirma que o plano de esticar sua carreira deve-se ao fato de acreditar que esta temporada será a mais tranqüila desde que atingiu o estrelato no que diz respeito a contusões.
“Nos últimos anos, não pude competir muito. Eram os joelhos, o cotovelo, os pés. Agora ainda estou finalizando o processo de recuperação do pé direito, que passou por cirurgia no ano passado. Devo estar 100%, muito em breve”, diz.

Apesar de ter tido suas últimas atuações prejudicadas pelas contusões, como no Pan e no Mundial, Daiane crê que pode render mais em 2008.
“Em 2007, sabia que tinha que atuar para ajudar a equipe. Agora, será diferente. Apesar de muitos não perceberem, faço três aparelhos [solo, salto e paralelas assimétricas]“, diz.

A intenção de esticar sua carreira reforça estudo da Federação Internacional de Ginástica, que indica que as ginastas estão se aposentando cada vez mais tarde. Segundo o levantamento, as ginastas, que antes desistiam até 23 anos, agora têm atuado em média 3,5 temporadas a mais.
Daiane se apresenta no dia 20 ao Pinheiros, mas só deve figurar efetivamente na cidade a partir de setembro -será a primeira vez na carreira que ela irá se basear em São Paulo.
Ela só será dispensada da seleção após a Olimpíada.

A ginasta diz que o desejo de esticar a carreira não significa deixar a elite. “Não sabemos como ficará a seleção após a Olimpíada, mas lutarei para estar lá. E, com o Pinheiros, posso disputar o Brasileiro.”
O clube acenou com a vontade de estender o vínculo com a ginasta. “Com a Daiane, o Pinheiros quer motivar os atletas a conquistar mais resultados para o país”, afirma o presidente Antonio Moreno Neto.
Pelo contrato, a atleta também tem liberdade para angariar patrocínios pessoais, que não ostenta no momento.